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A experiência de conhecer o mundo por meio do trabalho social

Há diversas maneiras de se conhecer o mundo. Desde pacotes de agências de viagens até aquele famoso mochilão que você pode organizar sozinho. Mas também há formas não tão conhecidas assim, como as organizações de voluntariado. Um exemplo é a Aiesec, uma rede global de jovens com foco em liderança e desenvolvimento pessoal.

A organização está em mais de 120 países ao redor do mundo e apresentam diversas oportunidades diferentes de intercâmbio, sendo uma delas a de realizar trabalho social fora do país em parcerias com ONGs, escolas e universidades internacionais. Edgar Sales, diretor de intercâmbios universitários da Aiesec Sorocaba, conta que são cinco principais temas: cultural, gestão, educação, ambiental e saúde.

O tema do trabalho Cultural é desenvolvido pro meio de oficinas e workshops sobre temas como empreendedorismo, liderança e cultura brasileira. Já o de Gestão é mais comum na Índia e Argentina, em que é desenvolvido projetos nas áreas de marketing, finanças e captação de recursos dentro das ONGs desses países. O Educacional é mais comum na Argentina, Colômbia, Rússia e Hungria. Aqui, o foco é  a realização de aulas inclusivas de informativa, inglês ou espanhol (dependendo do destino). O Ambiental é mais comum também na Índia e na China. Trata a respeito de consumo consciente, reciclagem e energias renováveis. O de Saúde é comum em países da África, como Moçambique. São projetos que visam facilitar o acesso a informações preventivas a doenças como HIV e outras infecções.

Cainã e parte das crianças do projeto. Foto: Cainã Rangel 
O Cainã Rangel é estudante de Relações Internacionais e realizou o intercâmbio social no Peru. Foram dois meses trabalhando com o projeto 'Impacta Hoy', na cidade de Asia, litoral do país. "Trabalhei com adolescentes de 11 a 15 anos ajudando-os a desenvolver um projeto que solucionasse um problema da comunidade. Foi uma experiência incrível! Eu estava junto com outros cinco intercambistas e de segunda a sexta-feira, por seis semanas, tínhamos dias cheios de atividades e aprendizados com os alunos. No final, pudemos reformar a biblioteca do colégio, que antes estava em péssimo estado", completa Cainã.

  
Apreciando a vista de Machu Picchu.
Foto: Cainã Rangel
Ele também conta que que outra coisa legal do intercâmbio é o fato de poder viajar junto com muitos outros intercambistas que estão realizando projetos na cidade. Ele teve oportunidade de conhecer mais de cinco cidades no país. "O Peru tem paisagens lindas e muita distintas. Desde montanhas com neve, praias lindas, oasis até a cidade grande.

E se o Peru é um destino na sua lista de lugares para quebrar o porquinho, anote: "lá, é de certa forma, um país exótico e com uma cultura muito rica. Há muitas coisas notáveis no estilo de vida peruano, como a paixão deles pela própria comida (que é uma das melhores do mundo) e a paixão pelos estilos musicais latinos como a salsa. O povo peruano é um povo muito receptivo e aberto, e que sabe servir e hospedar como poucos!"



Em uma das viagens com os diversos intercambistas
Foto: Cainã Rangel

Trabalho social abaixo de zero
O próprio diretor de intercâmbios universitários da Aiesec Sorocaba quis experimentar dos serviços em que trabalha. Edgar realizou trabalho voluntário na Rússia. "Escolhi ir para Moscou pois é uma cidade que faz parte da história do mundo, principalmente nos períodos das guerras. Têm uma cultura bem diferente e um clima oposto ao do Brasil. Passei por temperatura da casas dos 26 graus negativos" ele afirma.

Os fatores históricos que o levaram escolher a Rússia.
Foto: Edgar Sales
O projeto dele teve duas etapas. Primeiramente, para obter aceitação e melhorar a aproximação com os mil alunos da escola, ele participou de aulas de inglês mostrando mais sobre a cultura brasileira. E então ele deu inicio as aulas de Tecnologia. "Eu era o responsável por fazer os alunos refletirem a respeito da atual situação ambiental que a Rússia está passando. Além de mostrar o papel deles como geração do futuro a solucionar tais problemas".

O maior impacto para Edgar, diferente de Cainã, foi comida.  "Quando eu almoçava na escola em que desenvolvi o projeto era sempre comida típica local. Além disso, quando ia as compras no supermercado fiquei chocado com o preço das carnes bovinas. Foi difícil passar dois meses sem comê-la" conclui. Outro comentário feito por ele foi quanto as pessoas. Ele diz que não são tão calorosas como no Brasil, mas também não são rudes, apenas diferentes.

A dica pra você que escolheu a Rússia como destino é clara: "não se assuste pelo alfabeto ser diferente e a maioria das pessoas não falarem inglês".


Edgar em St. Petersburg. Foto: Edgar Sales

Ele também viajou por lá. Conheceu Saint Petersburgo, cidade que foi capital da Rússia por um tempo. "Fazendo uma analogia grosseira com o Brasil, Moscou está para São Paulo, assim como Saint Petersburgo está para o Rio de Janeiro".

Ficou interessado, gostou e quer também?
Entre no site da Aiesec e obtenha mais informações.

Só não esquece de vir contar sua experiência para nós e até a próxima quebra do porquinho!

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