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O Brasil visto por olhos estrangeiros

Cidade do Rio de Janeiro.

“Sempre que ouvia BRASIL, eu pensava na música bonita, como é a bossa nova e o samba, lembrava do carnaval, das imagens da favela e quão bonito o  Rio de Janeiro aparentava ser nas fotos”, essa foi a primeira impressão da mexicana Brenda Herrera antes de conhecer o Brasil.  Depois que morou 10 meses no país, apenas confirmou essa impressão e se apaixonou, até dizendo que somos o “segundo país” dela.

Não dá para fugir dos estereótipos, o Brasil sempre será conhecido pelo carnaval, futebol, caipirinha e pelas mulatas e belas praias. Nós, brasileiros, sabemos que somos muito mais que isso e vamos muito além de um bom churrasco e pelada com os amigos. Mas como os estrangeiros que vem ao nosso país conseguem ver este algo a mais?

Brenda exibe a bandeira mexicana em uma cachoeira
perto da cidade de Socorro, interior paulista. Foto: Brenda Herrera.
A equatoriana Nicolle Fasce morou no Brasil por um tempo e se surpreendeu. “Nunca imaginei encontrar um país tão multicultural, tão cheio de alegria, com pessoas tão amigáveis”. Outro fator que Nicolle destaca é o amor que sentimos pela nossa pátria, nos chamando até de nacionalistas. 

Já a alemã Vanessa Kahn escolheu o Rio de Janeiro como primeiro destino brasileiro. “Quando você pensa em Brasil, automaticamente vem o Rio na cabeça, precisava conhecer e não me decepcionei!”. Além de visitar a cidade maravilhosa, Vanessa foi até o sul do país, mais precisamente Florianópolis. “Queria um lugar perto do mar, longe da cidade grande como São Paulo. Conhecer a cultura brasileira e as pessoas, e para isso, acho melhor ir a lugares que não são muito conhecidos”. 

A espanhola Paula Hermo também visitou o sul do Brasil e vivenciou uma troca de climas muito diferente. "Passei o ano novo em Florianópolis e amei a experiência. Usar roupa branca e pular as ondas do mar foi bem legal, ainda mais para alguém que está acostumada a virar o ano com neve e muito frio".

Todo turista tem vários motivos para visitar um local, pode ser cultural, uma identificação com o lugar escolhido ou simplesmente para “turistar”. O estudante de arquitetura Fabian Díaz Corro visitou três cidades brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Uma das coisas que mais gostou foi a arquitetura. “Gostei muito do Copan (SP)  e de umas igrejas em Brasília, como no Chile temos constantes terremotos, não podemos ter esses tipos de edifícios. Fora que pude ver de perto as obras do arquiteto Oscar Niemeyer, do qual sou grande fã!”, enfatiza Fabian.

Paula também apreciou as obras de Niemeyer quando visitou São Paulo e destacou as várias atrações que a cidade oferece. "Fiquei surpreendida pelo fato de que podemos ver obras de grandes artistas, como Dalí e Picasso de graça. Na Europa, isso não acontece", afirma Paula.

Mas nem tudo são flores. Quando foi ao Rio de Janeiro, Paula presenciou uma grande diferença entre as classes sociais e ainda disse que foi o lugar que mais pode notar isso. Já Vanessa ficou surpresa que poucas pessoas falavam um segundo idioma, principalmente porque vamos sediar a Copa do Mundo em breve. “Foi bem difícil me comunicar, dificilmente alguém falava um bom inglês ou espanhol. Esse empasse do idioma é um grande problema, foi uma situação que me deixou surpresa”, aponta a alemã.

Em relação ao transporte público, Vanessa achou engraçado o fato de termos pontos de ônibus. “Fiz uma viagem pela América do Sul e toda vez que você acenava, o ônibus parava. Isso não aconteceu no Brasil, é como na Europa”, afirma. Já Brenda ficou muito espantada positivamente com o transporte público. “Os ônibus que pegava em Sorocaba são muito melhores dos que em muitas cidades mexicanas. No metrô, as pessoas respeitam as instalações. No México, as pessoas picham as paredes das estações, jogam lixo no chão, não respeitam as outras nas escadas rolantes, entre outros detalhes”, conta a mexicana.

Uma das diferenças culturais que Vanessa ressaltou foi que na Alemanha há regras e não é comum conversar com pessoas dentro do ônibus. “É muito irritante estar num ônibus lotado e você se sentir como uma “sardinha”, mas no Brasil isso é comum, as pessoas não se incomodam de ficar perto uma das outras”, frisa Vanessa que também destacou o pró-ativismo do brasileiro em relação a ajudar o próximo. “O brasileiro é mais sociável, gosta de abraçar, beijar, coisa que no Equador não é frequente”, completa Nicolle.

A gastronomia brasileira também encanta qualquer um que a saboreia. Além de rica, merece destaque por ter iguarias que só se encontram por aqui. “Ah, o brigadeiro!”, exalta Fabian. “As coxinhas da Padaria Real (a padaria sorocabana é conhecida por produzir uma das melhores coxinhas do Brasil), pizza de frango com catupiri, o açaí! Só não gostei da forma que vocês comem abacate, é doce!”, se espanta Brenda, que conforme a cultura mexicana come a fruta de forma salgada. Já Paula achou o costume gastronômico bem diferente. "Na Espanha, não temos o costume de comer a mesma coisa todo dia, como o arroz e feijão daqui. Além do que, os brasileiros comem mais doces e bebem mais refrigerante dos que os espanhóis", conclui.

A terra tupiniquim se destaca pela mistura cultural e étnica, é uma verdadeira salada de fruta que todos provam e sempre tem aquele gostinho de quero mais. “É impossível visitar o Brasil de uma só vez! Aqui é imenso, as pessoas são amigáveis, os lugares são incríveis e adorei a vida ativa”, completa Vanessa. Enquanto Nicolle, se identificou mais com a música: “a música brasileira me fazia sentir imersa a cultura. Amava frequentar as baladas sertanejas”, confessa a equatoriana. As festas juninas e o clima tropical também foram lembradas por Paula, que ficou feliz com a maneira que foi tratada. "Você pode conhecer a pessoa em um dia e no outro já estar frequentando a casa dela. Eu levo comigo amizades por toda a vida", destaca a espanhola.

Ser querido e ter pessoas de bem todo país quer ser, o Brasil tem o privilégio de ter essa fama, o estereótipo não foge muito do padrão, mas quando vemos que somos tão queridos pelos outros por que não consumir esse ato para nós mesmos? Essa é a dica do Porquinho de hoje. Reflita, pois quebrar barreiras é sempre bom!

Até a próxima quebra do porquinho!







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Cidade hermana: conheça mais sobre Mendoza

Mendoza foi intitulada a cidade do bom vinho. Mas não é apenas de boas, grandes e famosas vinícolas que vive o local.

A pequena cidade no oeste da Argentina também tem uma boa culinária. "As comidas gostosas são desde carrinhos de rua, passando por bares, até restaurantes", afirma Renan Brenga, estudante de jornalismo que foi a Mendoza passear com amigos no começo deste ano.

Lago de Mendonza. Créditos: Renan Brenga.

Não tão boemia quanto Buenos Aires, Mendonza também tem os bares como os grandes protagonistas. Além de contar com belos e famosos parques e praças. Todos extremamente arborizados e convidativos a olhar o céu sempre azul que a cidade possui.

Para começar qualquer viagem, a gente sempre pensa em quanto tempo o porquinho será suficiente ou não. Então, aqui vai a grande dica se você pretende ir até ao país dos hermanos: leve real ou dólar em espécie e faça o câmbio lá. Giovanni Oliveira morou na cidade argentina durante dois meses e nos contou que fazer o câmbio paralelo é o que mais vale a pena. "Por ter uma economia quebrada, eles desenvolveram uma outra forma de fazer câmbio, que foge das altas taxas de bancos e ainda não contém as taxas de iof do cartão de crédito".

Monumento Morro da Glória.
Créditos: Renan Brenga
Depois do dinheiro trocado e muita animação, é só escolher para onde ir. São várias opções e opte por fazê-las com calma para aproveitar todos os detalhes. A começar pelo Cerro de La Glória, que segundo Giovanni é indispensável para quem vai visitar Mendonza."Por mais que não seja uma cidade muito grande para se ver de lá de cima, é um local muito bonito" conta Renan. O pico, originalmente chamado de "Monte Pillar" fica quase na divisa com o Chile e marca uma parte importante da história da Argentina. O monumento que o Cerro possuí  também chama-se 'Morro da Glória' e é  uma homenagem à vitória do exército do general José de San Martin em 1913.

General este que também deu nome ao parque mais antigo da cidade. O 'Parque General San Martin' é um local enorme que abriga, dentro dele, uma universidade, a Universidade Nacional de Cuyo, e um estádio, o Malvinas Argentinas. Famoso, grande, bonito e histórico, deve estar no seu roteiro.

Parque San Martín. Créditos: Renan Brenga
A cidade é plana, e o que chamou a atenção de Renan foi o fato de terem poucos prédios, o que dá a sensação de uma cidade mais baixa. "As ruas são extremamente arborizadas, vê-se muita natureza nas ruas, além dos diversos parques bonitos que se descobre andando pela cidade", conclui. Os parques são ideias para passar o dia com os amigos, até mesmo fazer churrasco ao ar livre. Há a opção de andar de bicicleta, caminhar ou ir apenas para relaxar e ter contato com o verde que a cidade oferece. "O mais legal destes parques é que vemos desde jovens até senhores de idade, cada um fazendo sua atividade e todos juntos, em um mesmo local", conta Renan.

Giovanni nos contou que a noite lá é muito boa e oferece diversas opções. "A Avenida Aristides tem diversas opções de bares e baladas, uma do lado da outra, dá para ir de um pro outro ou então ir pra lá e escolher onde ficar na hora". Já Renan nos falou que o forte da cidade são os bares, também desta mesma avenida. O que ele destaca é o preço, afirmando ser bem mais barato do que sair por aqui, no Brasil.

Mendonza vista do topo do cerro. Créditos: Renan Brenga.


E como fazer tudo isso e ir de um lugar para o outro? A bicicleta é a melhor opção! Pois além de ver tudo o que tem de bonito na cidade, você faz isso com o vento na cara e ainda pedala nos parques. Os valores de táxi também são bem reduzidos e valem a pena quando dar de ciclista não for uma opção.

Como ir?

As opções variam até no meio de transporte que você vai escolher para chegar na cidade.
Há como ir de avião, claro. Mas do Brasil para Mendoza não há vôos diretos. É preciso fazer conexões em Buenos Aires ou Santiago, no Chile. Esta é uma opção mais tradicional que tem como principal vantagem o conforto e o tempo, que diminui em relação ao ônibus, que é a outra opção.

Há quem prefira ir de ônibus e passar de um país para o outro de maneira diferente. Para os fãs de estrada a alternativa de fazer conexão não muda. Os ônibus param em Buenos Aires e então seguem para Mendoza, essa travessia torna-se bela aos olhos, pois a paisagem na sua janela será a Cordilhera dos Andes, por seis horas. A escolha depende apenas do seu espírito de aventura.

Até a próxima quebra do porquinho!

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Centro histórico de Minas Gerais: rico em história e arte

Conhecida por ser a terra da fala mansa, do pão de queijo e doce de leite, Minas Gerais já foi palco de um dos marcos principais do Brasil: a Inconfidência Mineira. Já foi considerada a terra das promessas e hoje é uma das bases da economia brasileira, perdendo o posto apenas para Rio de Janeiro e São Paulo.

Mas, iremos focar no centro histórico que Minas ilustrou ao longo do século XVIII e que ainda pode ser conferido nas cidades que fizeram parte da história e da arte daquela época. "O auge da extração do ouro foi na década de 1740. Mas os anos 1700 marcaram a ascensão do barroco mineiro com uma estética singular, bem diferente do que foi esse estilo na Europa. O fato de o Brasil ter sido colônia de um Império ibérico marcou a arte centrada na religiosidade católica romana.", afirma o historiador e professor Roger Santos.

Começamos a 19 km da capital Belo Horizonte, a cidade de Sabará foi o primeiro povoamento de Minas Gerais e é conhecida pelas igrejas do século XVIII e pelos festivais gastronômicos, como o Festival Ora-pro-nóbis (maio) e o Festival da Jabuticaba (novembro), seu artesanato também se destaca com a Palma Barroca e a Renda Turca de Bicos.

Capela Nossa Senhor do Ó, Sabará
Um dos marcos do barroco mineiro é a Capela de Nossa Senhora do Ó, que representa a primeira fase desse estilo de arte. Ela foi construída em louvor a Nossa Senhora da Expectação do Parto, e seu nome originou devido ao culto celebrado ao som de antífonas (versículo que se anuncia antes de um salmo) precedidas da expressão “ó”, gerando a popularidade da Virgem e da própria igreja.

Nossa Senhora do Ó fica no Largo de mesmo nome, 1717. Abertos de terça a sexta das 8h às 17h, de sábado a segunda das 8h às 12h e 14h às 17h. A entrada custa R$ 2.

Outro ponto importante de Sabará e do Brasil é a Casa da Ópera. Segundo teatro mais antigo do país e construído na época do Ciclo do Ouro, o local é apelidado de ‘Teatro Elizabetano’ por ter a arquitetura inspirada nos teatros ingleses na época de Elizabeth I.

Várias figuras já passaram por lá, entre elas os imperadores Dom Pedro I e Dom Pedro II. O teatro encontra-se em plena atividade e a acústica do recinto é considerada uma das melhores da América latina.


Localizada na Rua Dom Pedro II, o teatro municipal possui entrada gratuita e é aberto diariamente das 8h às 17h, com horário de almoço (11h-12h).

A Rua Dom Pedro II engloba um conjunto arquitetônico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. As edificações que merecem destaque são a Casa Azul, biblioteca municipal, o próprio teatro municipal e o Solar do Padre Jacinto, atual prefeitura.

Depois dos 100 km

A 120 km da capital, Santa Bárbara é a cidade mais próxima do Santuário do Caraça, no Parque Nacional do Caraça, onde se encontra cachoeiras e trilhas e, na parte da noite, é possível ver lobos-guará. O parque tem esse nome devido a silhueta da serra formar um grande rosto de perfil, a “caraça”. 

No próprio parque há uma biblioteca e uma igreja no estilo neogótico, a Nossa Senhora Mãe dos Homens. Além da transição vegetativa da Mata Atlântica e do Cerrado na Serra do Espinhaço.

Outras atrações da cidade são a Matriz Santo Antônio que tem entalhos folheados a ouro e o Memorial Affonso Penna, ex-presidente brasileiro.

Mariana foi a primeira e única cidade do período colonial com traçado urbanístico projetado
Considerada uma das principais cidades históricas do Brasil, Mariana foi a primeira vila e capital de Minas Gerais. As ruas são ilustradas pelos casarios coloniais, igrejas e artesanatos.  Além de ter sido a cidade mais rica do Ciclo do Ouro, Mariana junto com Ouro Preto representa um dos mais belos conjuntos arquitetônicos representativos do barraco mineiro.


Uma das cidades visitadas pelo arquiteto Eduardo Kenji foi Mariana e lá ele pode viver a história da arquitetura de perto e desenvolver uma percepção e visão própria do estilo barroco e da cidade do século XVIII. “Uma das coisas mais bacanas da viagem foi observar a parte arquitetônica e urbanística. Como eram as construções, a disposição e formato de ruas, como lidavam com a parte sanitária e o pensamento em acessibilidade e mobilidade urbana que ainda não existia. Outro aspecto legal foi ver a tecnologia disponível na época e a qualidade das coisas que fizeram com ela, muitas vezes, superior ao que é construído hoje em dia.”. 

A Corrida do Ouro

Há 45 minutos dali, fica a mais lembrada por todos: Ouro Preto. Primeira cidade brasileira e uma das primeiras do mundo a ser declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO.

Vista de Ouro Preto
Palco da Inconfidência Mineira, a cidade foi construída por artistas e escravos no auge do Ciclo do Ouro. Além das Ruas de paralelepípedo que dão um charme a mais na arquitetura urbana colonial, Ouro Preto é rica no ecossistema com cachoeiras, trilhas e matas nativas. “Visitar Ouro Preto me proporcionou uma felicidade de ser brasileiro, por ter uma riqueza, uma beleza e uma história tão rica que às vezes fica perdida por parte da nossa nação. Acho Minas um estado repleto de riqueza e história.”, afirma o estudante Henrique Brançam.

Por ter uma universidade na cidade, a presença dos jovens é constante e em época de carnaval, as ruas sempre lotam dando o contraste do novo com o velho. Há também festivais como a Mostra de Cinema (junho), o Festival de Inverno (julho), Tudo é Jazz e o Fórum de Letras (ambos em setembro). 

A Praça Tiradentes é o endereço dos museus da Inconfidência e da Ciência e Técnica, que possui um acervo dedicado a mineração. 

Igreja São Francisco de Assis, Ouro Preto
Terra do maior artista do barroco brasileiro, Aleijadinho está presente na Igreja São Francisco de Assis, que é considerada uma das obras primas do escultor e do Mestre Ataíde. Toda trabalhada no estilo rococó, a igreja representa a arte colonial brasileira e já foi considerada uma das sete maravilhas de origem portuguesa do mundo. A igreja fica no Largo da Coimbra, centro, aberta de terça a domingo das 8h30 às 11h45 e 13h30 às 17h.

A Matriz Nossa Senhora do Pilar é exemplo do barroco mineiro, em razão a representação do recurso cênico e a devoção à riqueza – são 400 quilos de ouro no interior da igreja – característica da época. A capela-mor mostra a Virgem rodeada por anjos e querubins, seguindo a imagem para o teto que ilustra o Antigo Testamento no estilo rococó. Localizada na Praça Monsenhor Barbosa, a igreja é aberta de terça a domingo, das 9h às 10h45 e 12h às 16h45.

A Casa dos Contos era uma antiga residência de pesagem e fundição do ouro extraído na região que transformava o minério em barra. O apelido ‘Quinto dos Infernos’ veio devido a casa descontar 1/5 do valor da transformação em imposto.

Cenário de prisão de inconfidentes, hoje é um museu com documentos e livros antigos, o próprio forno e mobílias do século XVIII e XIX. No subsolo fica a antiga senzala, onde se encontra instrumentos que eram usados para castigar os escravos da época.

A Casa dos Contos fica na Rua São José, 12, centro histórico. Outros pontos a serem visitados são a Igreja Nossa Senhora do Carmo, o Museu do Oratório, Igreja Nossa Senhora dos Pretos


Basílica do Senhor Jesus de Matosinhos, Congonhas
Saindo de Ouro Preto, a 63 km dali fica Congonhas, que também é patrimônio cultural da humanidade concedida pela UNESCO.

A Basílica do Senhor Jesus de Matosinhos, além de ser uma das obras primas de Aleijadinho, – são 12 profetas esculpidos em pedra-sabão no adro da Basílica –é um dos maiores tesouros da arte barroca, construído em 1757 e 1790. Localizada na Praça da Basílica, está aberta de terça a domingo das 7h às 18h e a entrada é gratuita, mas se a visita for monitorada o custo chega a R$ 40.

O Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matosinhos é uma celebração que ocorre na própria Basílica (7 a 14 de setembro) desde 1760, recebendo mais de 100 mil romeiros todo ano. As missas ocorrem em vários horários, há barracas de comida, artigos religiosos e roupas. 

Mix de cultura

Fundada em 1718, Tiradentes é uma mistura de história, cultura, religiosidade, natureza e gastronomia. Também é conhecida pelos festivais, como o Festival de Cinema (janeiro), carnaval de rua, Semana Santa e o Festival Gastronômico (agosto).

Na fachada da igreja Matriz de Santo Antônio encontra-se esculturas feitas por Aleijadinho e no interior do prédio, destacam-se o ouro e as pinturas em rococó. “a influência da Igreja na disposição dos equipamentos urbanos, na arquitetura e no planejamento da cidade é outro fato importante, que não pode ser deixado de lado”, completa Eduardo. A igreja fica na Rua da Câmara, s/n, Centro Histórico.

São João Del Rei é conhecida como a “terra onde os sinos falam”. A 13 km de Tiradentes, o passeio entre essas duas cidades pode ser feito via Maria Fumaça - com uma duração de 35 minutos e uma vista privilegiada para a Serra de São José. As saídas de São João Del Rei acontecem das 10h às 15h e de Tiradentes das 13h às 17h. Os horários na época de férias é outro. Mais informações no Alô Ferrovias: 0800 285 7000. Localizado na Praça Frei Orlando, 170, Centro.

Tour pela cidade de São João Del Rei


Nossa última parada é a cidade de Brumadinho. Fundada no século XX é a sede do Instituto Inhotim, o maior centro de arte contemporânea a céu aberto do mundo e em coleção botânica. São mais de 20 galerias com artistas nacionais e internacionais, com esculturas, fotos, vídeos e etc.

O instituto fica na Rua B, 20, Inhotim. A entrada é gratuita nas terças, quartas e quintas são R$ 20 e sextas, domingos e feriados o preço chega a R$ 30. Aberto de terça a sexta das 9h30 às 16h30 e aos sábados, domingos e feriados das 9h30 às 17h30.  Confira o tour virtual

A natureza também é destaque na cidade, o Parque Estadual Serra Rola-Moça é uma das áreas verdes mais importantes do estado – são quase quatro mil hectares.

A quase 20 km de Belo Horizonte, o parque é o terceiro maior em área urbana de Minas Gerais, com trilhas para caminhadas, vistas panorâmicas por causa da topografia do lugar, estrutura para educação ambiental e lazer, quadras esportivas, playground e lanchonete.

Também não deixe de conferir as cachoeiras espalhadas por Brumadinho, como a cachoeira da Ostra, da Usina, das Águas Claras e Toca de Cima

Sempre reforçarmos que a história é importante e conhecer a do próprio país é ainda mais sensacional. Até a próxima quebra do porquinho!



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A noite de Dublin por jovens para jovens

O porquinho dessa semana está todo europeu. Demora um pouco mais, mas dá para quebrar seu cofre pela Europa e ainda aproveitar muito!

Já passou pela sua cabeça ir para a Irlanda, por exemplo? Pois é um destino muito comum entre os jovens que procuram aperfeiçoar o inglês ou até mesmo tirar férias. E saiba: a noite lá é literalmente regada a chuva e às vezes, figurativamente a muita cerveja!
Bandeiras da Irlanda enfeitam um pub local. Foto: Felipe Morais 

E antes de tudo, para entender melhor: o local é uma com a extensão de mais 84.421 km², dos quais cinco sextos pertencem à República, e o resto à Irlanda do Norte.

Felipe e seus amigos na noite de Dublin
E quais seriam os motivos que te fariam quebrar o porquinho e ir correndo para Dublin, a capital da Irlanda? "A noite de lá é muito multifacetada, cheia de alternativas e possibilidades!", assim afirma o estudante Felipe Morais, que morou por oito meses em Dublin. Mas ele conta que apesar de ser extremamente agitada, as noites lá começam e terminam cedo. "Há um decreto que só permite que as baladas mantenham as portas abertas até as 3h da manhã", mas não acaba por aí. Os 'afters' - festas após outras festas - são comuns e acontecem em barcos ancorados no porto de Dublin ou em galpões abandonados em áreas menos centralizadas da cidade.

Lucas com a famosa cerveja Guinnes
O estudante de administração Lucas Delanholo também morou em Dublin durante quase um ano e afirma que, para ele a melhor opção é a Diceys Garden. "É uma balada que em todas as terça-feiras todas as bebida custavam €2 (em tornor de R$ 2), e acredite se quiser, elas não eram 'batizadas'". Outro ponto que ele destaca é a música local. "É uma música bem para cima e divertida, a dança também é tradicional e muito animada".

Mas dá para curtir uma noite dignamente irlandesa de outras formas. Por exemplo os pubs, que são os locais mais tradicionais da Irlanda no quesito social. Para isso há uma região chamada Tample Bar, onde se concentram a maioria e principais bares da cidade. Quando for escolher a bebida, é claro, opte pela cerveja, que além de ser a bebida alcoólica mais bebida por eles, não tem hora nem local para começar. "É um povo que gosta de beber. Mas vejo isso como uma válvula de escape para eles, pois o tempo é sempre nublado, chuvoso e frio. Acho que eles encontram nas bebidas, uma saída", opina Lucas.

Outra grande diferença dos locais brasileiros é quanto ao pagamento. Dentro do estabelecimento, paga-se a bebida a ser consumida no momento da compra, diferente do Brasil onde existe a cultura das comandas.

Vista de Dublin. Foto: Lucas Delanholo

E tanto o Lucas quanto o Felipe contam com relevância a forma como os irlandeses brindam: "assim como no Brasil, eles sempre brindam à vida quando vão beber a primeira bebida (geralmente uma cerveja) da noite, gritando a plenos pulmões "slontcha", que seria a versão brasileira de "saúde"!

Então, slontcha e até a próxima quebra do porquinho!

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No ritmo de Madri: conhecendo o coração da Espanha

Madri vista de cima. Créditos: Madrid ticketbar

Zona central da Península Ibérica, Madri é o contraste vivo do passado misturado com o presente, habitada por mais de três milhões de habitantes, a capital espanhola é rica em história, tradição e gastronomia.

Conhecidos pela beleza mediterrânea, os espanhóis encantam tantos os homens como a mulheres, o idioma falado de maneira rápida pode confundir a cabeça dos menos desprovidos da língua, mas não deixa de encantar e até de acrescentar um charme à visita.

Quando falamos em história da arte, o Museu do Prado sempre é referência. Inaugurado em 1819, é um dos museus da especialidade mais prestigiados do mundo, ao todo são mais de oito mil obras desde a Idade Média até o século XIX. O Prado possui galerias de arte da Espanha, Itália e de escolas flamengas, além de abrigar uma das coleções de pinturas espanholas mais abrangentes do mundo. O museu é tão abundante que é impossível conhecê-lo em um dia. "É imperdível os trabalhos expostos de Picasso. Os jardins do museu também valem conferir, são enormes!", conta o engenheiro Paulo Souza.

O Prado fica na Avenida Paseo del Prado, s/n e podemos chegar de metrôA entrada custa E$14 (em torno de R$ 43) e com guia E$23 (R$ 71) – o próprio museu recomenda comprar o ingresso com áudio book – e é possível visitá-lo de graça também, de segunda a sábado das 18h às 20h e domingo das 17h às 19h.
Quadro Guernica, de Pablo Picasso
Já o famoso quadro Guernica, de Pablo Picasso está no Museu de Arte Nacional Reina Sofía, ou Rainha Sofia. Além de encontrar esse famoso quadro do pintor espanhol, o museu apresenta obras do século XIX até os dias de hoje, fora trabalhos de Salvador Dalí e Miró, por exemplo. A arte contemporânea é presente, porém o espaço também promove shows, conferências, concertos e possui uma biblioteca pública.  O Reina Sofía fica na Rua Santa Isabel, 52. Mais informações sobre preços, horários e como chegar até o local no site.

Perto desses dois museus, encontra-se o Thyssen-Bornemisza. Com mais de mil obras, pode-se encontrar sob o teto do museu pinturas de Caravaggio e Van Gogh. Dizem que o Thyssen-Bornemisza complementa o do Prado com suas pinturas antigas e o do Reina Sofía com sua coleção moderna.

O destaque do museu se dá por expor obras que não são muito comuns na Espanha, como a primeira escola italiana, renascença, impressionismo e expressionismo alemão, construtivismo russo, pop art e entre outros. O museu fica no Palácio de Villahermosa, na Rua Paseo del Prado, 8. Mais informações no site.
Se for para dar um toque de glamour ao passeio, vamos até o Palácio Real. Símbolo da família real espanhola, já foi casa dos reis Carlos II até Alfonso VIII. Por mais que não tenha mais residentes da alta classe, lá continua sendo a residência oficial da realeza, com direito a presença da família nos eventos nacionais, como o Dia Nacional Espanhol. "Os jardins são imeperdíveis! Lindos demais, fora a arquitetura que é o Palácio em si", afirma a professora Mônica Sato.


Entrada do Palácio Real 

No Palácio também se encontra o Arsenal Real, uma coleção das armas dos reis e da família desde o século XIII, também há a galeria de pintura, com obras de Caravaggio, Velázquez e Goya.

O Palácio Real fica na Rua Barilén, s/n e tem seus horários de entrada de acordo com a temporada de estação.

PARQUES

Exemplo de arquitetura trabalhada com ferro: Palácio de Cristal, no El Retiro
Patrimônio botânico e herança histórica, o parque El Retiro já foi parte da recreação da família real. Hoje possui um dos melhores exemplos de arquitetura trabalhada com ferro de Madri: o Palácio de Cristal, uma das atrações mais luminosas e elegantes do parque. As fontes merecem destaque também, principalmente por abrigar o único monumento que representa o “demônio”. A fonte Anjo Caído retrata o momento em que Lúcifer é expulso do paraíso. Além disso, o parque possui a árvore mais antiga da capital: a cipreste calvo.

Situado na Praça da Independência, s/n, El Retiro fica aberto de segunda a domingo, no inverno (europeu) das 6h às 22h e no verão das 6h às 00h.

Área de pedestres no parque Casa de Campo
Se o esquema é esquecer os prédios, a Casa de Campo é o maior parque urbano da Espanha, com mais de 1.722 hectares é o lugar com mais verde de Madri.

Outro monumento da família real, a Casa de Campo pertencia a Felipe II, só com a segunda república que o parque se tornou público. Muitos prédios ainda dessa época estão pelo parque – a Puente de la Culebra é uma delas, está conservada desde 1789 –, porém muitos foram destruídos com o tempo e pela própria guerra civil.

A Casa de Campo é ideal para os esportistas e amantes da natureza, com espaços para jogging, tênis, nado, canoa, triatlo, restaurantes e atrações culturais. 

Abriga também o Zoológico Aquarium de Madri, teleférico, parque de diversões e a “Rua da gastronomia’.

TOURADAS

Plaza de Toros

A Plaza de Toros de Las Ventas é para quem tem estômago forte. Palco há mais de 80 anos das touradas madrilenas, aqui é onde acontece esse famoso ato espanhol que muitos passaram a criticar ao decorrer dos anos.

As touradas são típicas de Madri e a visita é válida por se tratar de uma tradição cultural do país. O tour pelo edifico conta a história da arena, que abriga mais de 23 mil lugares, e uma experiência audiovisual de uma tourada com imagens e sons reais.

Tour pela Plaza de Toros de Las Ventas

Há também uma loja com produtos referentes a Plaza de Toros, livros, dvds e roupas dos toureiros. Aberto de segunda a domingo, das 10h às 18h.

Situado na Rua Alcalá, 237, via linha 2 – metrô Las Ventas. O tour com áudio book custa E$12 (em torno de R$12) e E$8 (R$25) para menores de 12 anos, a entrada é franca apenas para menores de 5 anos.

GALÁTICOS

Todos já sabem que o time mais badalado de Madri é constituído por Cristiano Ronaldo e o Real Madrid recepciona seus convidados no estádio Santiago Bernabéu sob tapete vermelho. O tour pelo estádio proporciona uma visão de querer sentar na arquibancada e assistir um jogo, mesmo que você não seja adepto do futebol.

A visita percorre o museu da história do clube, exposição de troféus, tour pelo estádio, vestiários e área especial a Alfredo di Stéfano, o museu proporciona uma interação mais moderna e audiovisual.


Prévia do tour pelo estádio Santiago Bernabéu
                                                               
Para chegar ao estádio basta pegar o metrô Santiago Bernabéu, linha 10. O ingresso para o tour é E$19 (R$59), crianças de 5 a 14 anos o valor é de E$13 (R$40) e entrada é gratuita para menores de 5 anos.

Aberto de segunda a sábado das 10h às 19h e aos domingos e feriados das 10h30 às 18h30. Em dias de jogos, os horários são restritos. O estádio fica na Avenida Concha Espina, 1.

COMPRAS

O mercado de rua El Rastro que acontece aos domingos
El Rastro é um dos mais antigos mercados da Europa e um dos mais modernos também. O típico domingo madrileno se caracteriza pelas ruas de “poder comprar e vender qualquer coisa”. Localizado ao redor da Ribera de Curtidores, El Rastro forma quase um triângulo de quarteirão com as ruas Toledo, Embajadores e Ronda de Toledo.

Depois das compras, os madrilenos têm o costume de passar no bar para beber cerveja ou tomar uma taça de vinho, acompanhado por tapas (os nossos famosos petiscos). Essa tradição pode ser celebrada nas vias da Ribera de Curtidores ou ruas próximas.

El Rastro fica na Praça de Cascono e em ruas ao redor. O mercado é aberto aos domingos e feriados a partir das 9h até às 15h.

Um dos principais pontos da capital é a Plaza Mayor, o destaque dessa praça retangular se dá pela arquitetura, restaurantes e compras. É o típico passeio que todo turista deve conhecer, aproveitar o ambiente e adquirir produtos. “Aqui é o principal ponto de Madri, fiz minhas compras e visitei o centro histórico, mas estou planejando visitar melhor a cidade quando meus pais vierem para cá”, conta Débora Leite intercambista brasileira que mora em Vigo, cidade espanhola a 590 km da capital.

Um dos principais marcos de Madri: Plaza Mayor

MADRI À NOITE

Paseo de la Castellana à noite
Como toda grande metrópole, a capital espanhola reúne gente de todos os tipos para curtir a noitada. Nas áreas de Azca, junto a Torre Europa e Avenida Brasil estão as discotecas e bares, e nos boulevards de Paseo de la Castellana os terraços lotam na época do verão.

Já para os amantes de rock, o bairro Malasaña fica em torno da Plaza 2 de Maio e proporciona vários tipos de músicas ao vivo, mas principalmente do gênero rock. As pessoas têm o costume de dizer que quem frequenta essa área são os “nostálgicos”, já que Malasaña foi um dos principais pontos da vida noturna de Madri nos anos 80.

Os intercambistas também tem seu espaço nas noites madrilenas. A Rua Alonso Martínez possui diversos bares e terraços. Ao redor, fica a Plaza de Bilbao, com inúmeros pubs e discotecas. “As baladas daqui são bem diferentes do Brasil. Toca todo tipo de música, desde a latina até a mais lenta, e também não são nichos de baladas específicas, é todo mundo junto”, afirma Débora.

O bairro Chueca é o reduto dos homossexuais. Conhecido por ser um das áreas mais cosmopolitas da capital, Chueca é a casa da parada gay madrilena, que acontece todo ano, no dia 26 de junho.

Próximo das Ruas Toledo, Mayor, Segovia e Cava Baja encontra-se inúmeros restaurantes e bares de tapas, lugares agradáveis para beber e conversar.

A Rua Huertas é o lugar preferido dos turistas

Os turistas têm sua preferência também. A Rua Huertas fica próxima a Praça de Santa Ana e abriga o maior número de bares e discotecas de Madri, lugar preferido também dos estudantes estrangeiros.

Como todo lugar, a tribo dos alternativos sempre escolhe um lugar diversificado para se divertir, o bairro de Lavapiés é a área mais multiétnica da capital e os eventos acontecem na própria rua.

Já o local dos universitários são as baladas e bares, indo desde a Praça de Moncloa até as ruas Alberto Aguilles e Praça de Quevedo.

Já frenquentado por Dalí, Corral de la Morería é famoso
pelo seu flamenco
Agora se o esquema é curtir uma boa tradição espanhola, recomenda-se os bares de flamenco que estão espalhados pela cidade.

Caracterizado pela mistura de sentimento de angustia e dor no flamenco ‘cantado’, ritmos de felicidade e alegria nas sevilhanas e rumbas, fora a paixão e intensidade, a casa do flamenco é Madri, que também é eixo industrial desse estilo musical.

Por ser tão tradicional e requisitada, a apresentações de flamenco acontecem em tablados e em bares específicos do gênero, principalmente, no fim da tarde para entreter a refeição ou o happy hour.

O bar mais tradicional de tapas e flamenco é El Rincón de Jerez. Os clientes apreciam a comida típica e se entretêm com as apresentações do estilo musical. O bar está situado na área de Salamanca, na Rua Rufino Blanco, 5.

Já frequentado por Dalí e Picasso, o Corral de la Morería está na cidade desde 1956 e é famoso no mundo inteiro pelo flamenco. Situado na rua de mesmo nome, número 17.

O Café de Chinitas foi inaugurado nos anos 70 e tem seu próprio grupo de flamenco, se destaca também por apresentar a melhor da gastronomia nacional e internacional. O bar fica na Rua Torija, 7.

Fundado por três amigas, Las Carboneras – Praça del Conde de Miranda, 1 – encanta por dar um ar inovador para o cenário flamenco e é um ponto de encontro para reunir os amigos.

A cidade também oferece outras casas de flamenco como El Corral de la Pacheca (Rua Juan Ramón Jiménez, 26); Torres Bermejas e Arco de Chucilleros (Rua Mesonero Romanos, 11); Las Tablas (Plaza de España, 9) e Casa Patas (Rua Cañizares, 10).

É claro que Madri não é só isso, a cidade é a maior da Espanha. Com isso, esperamos que o primeiro passo para essa viagem tenha sido dado, aproveite e explore mais!

 Até a próxima quebra do porquinho!

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Viagem a trabalho: as chances e oportunidades de trabalhar no exterior

Viajar é muito legal. Conhecer novos lugares do mundo é mais ainda. Mas e trabalhar em outro país? Como é estar fora da sua zona de conforto?

Hoje em dia há diversas maneiras de realizar este tipo de viagem e elas vão além de conhecer turisticamente o país escolhido. A partir do momento em que você vai para trabalhar, você passa a conhecer um outro nível de cultura e emerge, junto a outros cidadãos que pertencem de fato àquele cotidiano.

Além disso, trabalhar no exterior rende diversas vantagens. Ao voltar ao seu país de origem você vai possuir um currículo diferenciado, novas experiências, muito mais maturidade e a fluência de uma nova língua. Isso com certeza será um diferencial ao se apresentar para novas vagas.

Rubens Castro é web designer e se formou no final do ano passado. Sabe como ele começou 2014? Trabalhando nos Estados Unidos! "O fato de você estar vivendo em outro país te faz aprender a respectiva língua de uma forma que nenhuma escola no Brasil conseguiria ensinar. A experiência e crescimento pessoal que você ganha ao trabalhar em uma cultura completamente diferente é uma das principais vantagens. Você descobre coisas novas, costumes novos e eventualmente acaba descobrindo a si mesmo", é o que ele nos conta.

Rubens teve a oportunidade de trabalhar na área dele, mas a grande maioria de vagas disponíveis para brasileiros ao redor do mundo não são assim. Daiane Ribeiro, gerente de uma agência de intercâmbios da cidade, explicou que estes programas que fazem a combinação do estudo da língua mais trabalho são restritos a alguns países e algumas áreas específicas de trabalho. "Hoje em dia Austrália, Irlanda, Canadá e Nova Zelândia são basicamente os únicos países que permitem que o estudante brasileiro consiga trabalhar para poder se manter no país".

"Os trabalhos podem ser os mais variados possíveis, a diferença está ligada ao nível de idioma de cada aluno. Temos que pensar que como são países de língua inglesa, quanto melhor seu nível, melhor será o tipo de trabalho e salário", explica Daiane sobre as funções que você pode exercer lá.

E independente da área ou país em que você vá trabalhar, a vantagem de ter essa experiência em seu CV é grande. Segundo a profissional de Recursos Humanos, Patricia Godinho, faz diferença sim. "Esses profissionais normalmente possuem maior bagagem cultural, uma segunda língua fluente, experiência e prazer por novos desafios, maturidade, entre outras qualificações". O Rubens que está há quase dois meses fora ainda adiciona que: "Chega uma hora na sua carreira que você se encontra estacionado, acomodado. Uma boa saída para isso é se aventurar e começar uma coisa nova em um lugar que te force a sair completamente da sua zona de conforto. Isso vai te forçar a explorar e descobrir características pessoais que você não tinha notado antes, eu considero isso uma coisa extraordinária".

Mas nem tudo são flores

A partir do momento em que você assume esse novo modo de vida, coisas mudarão na sua vida e novos desafios irão surgir. Além de estar longe da sua família e amigos, fora do seu "quadrado", e por si só no mundo há o choque cultural. "Uma das coisas que mais me perturbou nas primeiras semanas foi o comportamento dos meus colegas de trabalho. Dificilmente puxam conversa ou falam sobre algum assunto. O horário do almoço não é tão importante aqui quanto é no Brasil e a relação colegas de trabalho raramente se estende para um happy hour ou para uma relação mais pessoal. Amigos amigos, negócios a parte", Rubens conta.

A Patrícia, profissional de RH, também contrapõe um fato. "Trabalhar e morar fora do país não garante que o candidato seja competente e se encaixe nas políticas da empresa. Além de serem propensos a estar sempre a procura de coisas novas, o que faz com que esses profissionais não criem raízes na empresa".

Mas qualquer coisa colocada aqui como dificuldade é apenas um desafio que você escolhe ou não tirar de letra. Então, ao invés de quebrar seu porquinho desta vez, encha-o!

Até a próxima quebra do porquinho.