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| Cidade do Rio de Janeiro. |
“Sempre que ouvia BRASIL, eu pensava na música bonita, como é a bossa nova e o samba, lembrava do carnaval, das imagens da favela e quão bonito o Rio de Janeiro aparentava ser nas fotos”, essa foi a primeira impressão da mexicana Brenda Herrera antes de conhecer o Brasil. Depois que morou 10 meses no país, apenas confirmou essa impressão e se apaixonou, até dizendo que somos o “segundo país” dela.
Não dá para fugir dos estereótipos, o Brasil sempre será
conhecido pelo carnaval, futebol, caipirinha e pelas mulatas e belas praias. Nós, brasileiros, sabemos que
somos muito mais que isso e vamos muito além de um bom churrasco e pelada com os
amigos. Mas como os estrangeiros que vem ao nosso país conseguem ver este algo a mais?
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| Brenda exibe a bandeira mexicana em uma cachoeira perto da cidade de Socorro, interior paulista. Foto: Brenda Herrera. |
A equatoriana Nicolle Fasce morou no Brasil por um tempo e se
surpreendeu. “Nunca imaginei encontrar um país tão multicultural, tão cheio de
alegria, com pessoas tão amigáveis”. Outro fator que Nicolle destaca é o amor
que sentimos pela nossa pátria, nos chamando até de nacionalistas.
Já a alemã Vanessa Kahn escolheu o Rio de Janeiro como primeiro destino brasileiro. “Quando você pensa em Brasil, automaticamente vem o Rio na cabeça, precisava conhecer e não me decepcionei!”. Além de visitar a cidade maravilhosa, Vanessa foi até o sul do país, mais precisamente Florianópolis. “Queria um lugar perto do mar, longe da cidade grande como São Paulo. Conhecer a cultura brasileira e as pessoas, e para isso, acho melhor ir a lugares que não são muito conhecidos”.
A espanhola Paula Hermo também visitou o sul do Brasil e vivenciou uma troca de climas muito diferente. "Passei o ano novo em Florianópolis e amei a experiência. Usar roupa branca e pular as ondas do mar foi bem legal, ainda mais para alguém que está acostumada a virar o ano com neve e muito frio".
Todo turista tem vários motivos para visitar um local, pode
ser cultural, uma identificação com o lugar escolhido ou simplesmente para “turistar”.
O estudante de arquitetura Fabian Díaz Corro visitou três cidades brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Uma das coisas que mais gostou foi a
arquitetura. “Gostei muito do Copan (SP) e de umas
igrejas em Brasília, como no Chile temos constantes terremotos, não podemos ter
esses tipos de edifícios. Fora que pude ver de perto as obras do arquiteto Oscar Niemeyer, do qual sou grande fã!”, enfatiza Fabian.
Paula também apreciou as obras de Niemeyer quando visitou São Paulo e destacou as várias atrações que a cidade oferece. "Fiquei surpreendida pelo fato de que podemos ver obras de grandes artistas, como Dalí e Picasso de graça. Na Europa, isso não acontece", afirma Paula.
Paula também apreciou as obras de Niemeyer quando visitou São Paulo e destacou as várias atrações que a cidade oferece. "Fiquei surpreendida pelo fato de que podemos ver obras de grandes artistas, como Dalí e Picasso de graça. Na Europa, isso não acontece", afirma Paula.
Mas nem tudo são flores. Quando foi ao Rio de Janeiro, Paula presenciou uma grande diferença entre as classes sociais e ainda disse que foi o lugar que mais pode notar isso. Já Vanessa ficou surpresa que poucas
pessoas falavam um segundo idioma, principalmente porque vamos sediar a Copa do
Mundo em breve. “Foi bem difícil me comunicar, dificilmente alguém falava um
bom inglês ou espanhol. Esse empasse do idioma é um grande problema, foi uma
situação que me deixou surpresa”, aponta a alemã.
Em relação ao transporte público, Vanessa achou engraçado o
fato de termos pontos de ônibus. “Fiz uma viagem pela América do Sul e toda vez
que você acenava, o ônibus parava. Isso não aconteceu no Brasil, é como na
Europa”, afirma. Já Brenda ficou muito espantada positivamente com o transporte
público. “Os ônibus que pegava em Sorocaba são muito melhores dos que em muitas
cidades mexicanas. No metrô, as pessoas respeitam as instalações. No México, as
pessoas picham as paredes das estações, jogam lixo no chão, não respeitam as
outras nas escadas rolantes, entre outros detalhes”, conta a mexicana.
Uma das diferenças culturais que Vanessa ressaltou foi que
na Alemanha há regras e não é comum conversar com pessoas dentro do ônibus. “É
muito irritante estar num ônibus lotado e você se sentir como uma “sardinha”,
mas no Brasil isso é comum, as pessoas não se incomodam de ficar perto uma das
outras”, frisa Vanessa que também destacou o pró-ativismo do brasileiro em
relação a ajudar o próximo. “O brasileiro é mais sociável, gosta de abraçar, beijar, coisa que no Equador não
é frequente”, completa Nicolle.
A gastronomia brasileira também encanta qualquer um que a
saboreia. Além de rica, merece destaque por ter iguarias que só se encontram
por aqui. “Ah, o brigadeiro!”, exalta Fabian. “As coxinhas da Padaria Real (a padaria sorocabana é conhecida por produzir uma das melhores coxinhas do Brasil),
pizza de frango com catupiri, o açaí! Só não gostei da forma que vocês comem abacate,
é doce!”, se espanta Brenda, que conforme a cultura mexicana come a fruta de
forma salgada. Já Paula achou o costume gastronômico bem diferente. "Na Espanha, não temos o costume de comer a mesma coisa todo dia, como o arroz e feijão daqui. Além do que, os brasileiros comem mais doces e bebem mais refrigerante dos que os espanhóis", conclui.
A terra tupiniquim se destaca pela mistura cultural e étnica,
é uma verdadeira salada de fruta que todos provam e sempre tem aquele gostinho
de quero mais. “É impossível visitar o Brasil de uma só vez! Aqui é imenso, as
pessoas são amigáveis, os lugares são incríveis e adorei a vida ativa”,
completa Vanessa. Enquanto Nicolle, se identificou mais com a música: “a música
brasileira me fazia sentir imersa a cultura. Amava frequentar as baladas
sertanejas”, confessa a equatoriana. As festas juninas e o clima tropical também foram lembradas por Paula, que ficou feliz com a maneira que foi tratada. "Você pode conhecer a pessoa em um dia e no outro já estar frequentando a casa dela. Eu levo comigo amizades por toda a vida", destaca a espanhola.
Ser querido e ter pessoas de bem todo país quer ser, o Brasil tem o privilégio de ter essa fama, o estereótipo não foge muito do padrão, mas quando vemos que somos tão queridos pelos outros por que não consumir esse ato para nós mesmos? Essa é a dica do Porquinho de hoje. Reflita, pois quebrar barreiras é sempre bom!
Ser querido e ter pessoas de bem todo país quer ser, o Brasil tem o privilégio de ter essa fama, o estereótipo não foge muito do padrão, mas quando vemos que somos tão queridos pelos outros por que não consumir esse ato para nós mesmos? Essa é a dica do Porquinho de hoje. Reflita, pois quebrar barreiras é sempre bom!
Até a próxima quebra do porquinho!


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