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No ritmo de Madri: conhecendo o coração da Espanha

Madri vista de cima. Créditos: Madrid ticketbar

Zona central da Península Ibérica, Madri é o contraste vivo do passado misturado com o presente, habitada por mais de três milhões de habitantes, a capital espanhola é rica em história, tradição e gastronomia.

Conhecidos pela beleza mediterrânea, os espanhóis encantam tantos os homens como a mulheres, o idioma falado de maneira rápida pode confundir a cabeça dos menos desprovidos da língua, mas não deixa de encantar e até de acrescentar um charme à visita.

Quando falamos em história da arte, o Museu do Prado sempre é referência. Inaugurado em 1819, é um dos museus da especialidade mais prestigiados do mundo, ao todo são mais de oito mil obras desde a Idade Média até o século XIX. O Prado possui galerias de arte da Espanha, Itália e de escolas flamengas, além de abrigar uma das coleções de pinturas espanholas mais abrangentes do mundo. O museu é tão abundante que é impossível conhecê-lo em um dia. "É imperdível os trabalhos expostos de Picasso. Os jardins do museu também valem conferir, são enormes!", conta o engenheiro Paulo Souza.

O Prado fica na Avenida Paseo del Prado, s/n e podemos chegar de metrôA entrada custa E$14 (em torno de R$ 43) e com guia E$23 (R$ 71) – o próprio museu recomenda comprar o ingresso com áudio book – e é possível visitá-lo de graça também, de segunda a sábado das 18h às 20h e domingo das 17h às 19h.
Quadro Guernica, de Pablo Picasso
Já o famoso quadro Guernica, de Pablo Picasso está no Museu de Arte Nacional Reina Sofía, ou Rainha Sofia. Além de encontrar esse famoso quadro do pintor espanhol, o museu apresenta obras do século XIX até os dias de hoje, fora trabalhos de Salvador Dalí e Miró, por exemplo. A arte contemporânea é presente, porém o espaço também promove shows, conferências, concertos e possui uma biblioteca pública.  O Reina Sofía fica na Rua Santa Isabel, 52. Mais informações sobre preços, horários e como chegar até o local no site.

Perto desses dois museus, encontra-se o Thyssen-Bornemisza. Com mais de mil obras, pode-se encontrar sob o teto do museu pinturas de Caravaggio e Van Gogh. Dizem que o Thyssen-Bornemisza complementa o do Prado com suas pinturas antigas e o do Reina Sofía com sua coleção moderna.

O destaque do museu se dá por expor obras que não são muito comuns na Espanha, como a primeira escola italiana, renascença, impressionismo e expressionismo alemão, construtivismo russo, pop art e entre outros. O museu fica no Palácio de Villahermosa, na Rua Paseo del Prado, 8. Mais informações no site.
Se for para dar um toque de glamour ao passeio, vamos até o Palácio Real. Símbolo da família real espanhola, já foi casa dos reis Carlos II até Alfonso VIII. Por mais que não tenha mais residentes da alta classe, lá continua sendo a residência oficial da realeza, com direito a presença da família nos eventos nacionais, como o Dia Nacional Espanhol. "Os jardins são imeperdíveis! Lindos demais, fora a arquitetura que é o Palácio em si", afirma a professora Mônica Sato.


Entrada do Palácio Real 

No Palácio também se encontra o Arsenal Real, uma coleção das armas dos reis e da família desde o século XIII, também há a galeria de pintura, com obras de Caravaggio, Velázquez e Goya.

O Palácio Real fica na Rua Barilén, s/n e tem seus horários de entrada de acordo com a temporada de estação.

PARQUES

Exemplo de arquitetura trabalhada com ferro: Palácio de Cristal, no El Retiro
Patrimônio botânico e herança histórica, o parque El Retiro já foi parte da recreação da família real. Hoje possui um dos melhores exemplos de arquitetura trabalhada com ferro de Madri: o Palácio de Cristal, uma das atrações mais luminosas e elegantes do parque. As fontes merecem destaque também, principalmente por abrigar o único monumento que representa o “demônio”. A fonte Anjo Caído retrata o momento em que Lúcifer é expulso do paraíso. Além disso, o parque possui a árvore mais antiga da capital: a cipreste calvo.

Situado na Praça da Independência, s/n, El Retiro fica aberto de segunda a domingo, no inverno (europeu) das 6h às 22h e no verão das 6h às 00h.

Área de pedestres no parque Casa de Campo
Se o esquema é esquecer os prédios, a Casa de Campo é o maior parque urbano da Espanha, com mais de 1.722 hectares é o lugar com mais verde de Madri.

Outro monumento da família real, a Casa de Campo pertencia a Felipe II, só com a segunda república que o parque se tornou público. Muitos prédios ainda dessa época estão pelo parque – a Puente de la Culebra é uma delas, está conservada desde 1789 –, porém muitos foram destruídos com o tempo e pela própria guerra civil.

A Casa de Campo é ideal para os esportistas e amantes da natureza, com espaços para jogging, tênis, nado, canoa, triatlo, restaurantes e atrações culturais. 

Abriga também o Zoológico Aquarium de Madri, teleférico, parque de diversões e a “Rua da gastronomia’.

TOURADAS

Plaza de Toros

A Plaza de Toros de Las Ventas é para quem tem estômago forte. Palco há mais de 80 anos das touradas madrilenas, aqui é onde acontece esse famoso ato espanhol que muitos passaram a criticar ao decorrer dos anos.

As touradas são típicas de Madri e a visita é válida por se tratar de uma tradição cultural do país. O tour pelo edifico conta a história da arena, que abriga mais de 23 mil lugares, e uma experiência audiovisual de uma tourada com imagens e sons reais.

Tour pela Plaza de Toros de Las Ventas

Há também uma loja com produtos referentes a Plaza de Toros, livros, dvds e roupas dos toureiros. Aberto de segunda a domingo, das 10h às 18h.

Situado na Rua Alcalá, 237, via linha 2 – metrô Las Ventas. O tour com áudio book custa E$12 (em torno de R$12) e E$8 (R$25) para menores de 12 anos, a entrada é franca apenas para menores de 5 anos.

GALÁTICOS

Todos já sabem que o time mais badalado de Madri é constituído por Cristiano Ronaldo e o Real Madrid recepciona seus convidados no estádio Santiago Bernabéu sob tapete vermelho. O tour pelo estádio proporciona uma visão de querer sentar na arquibancada e assistir um jogo, mesmo que você não seja adepto do futebol.

A visita percorre o museu da história do clube, exposição de troféus, tour pelo estádio, vestiários e área especial a Alfredo di Stéfano, o museu proporciona uma interação mais moderna e audiovisual.


Prévia do tour pelo estádio Santiago Bernabéu
                                                               
Para chegar ao estádio basta pegar o metrô Santiago Bernabéu, linha 10. O ingresso para o tour é E$19 (R$59), crianças de 5 a 14 anos o valor é de E$13 (R$40) e entrada é gratuita para menores de 5 anos.

Aberto de segunda a sábado das 10h às 19h e aos domingos e feriados das 10h30 às 18h30. Em dias de jogos, os horários são restritos. O estádio fica na Avenida Concha Espina, 1.

COMPRAS

O mercado de rua El Rastro que acontece aos domingos
El Rastro é um dos mais antigos mercados da Europa e um dos mais modernos também. O típico domingo madrileno se caracteriza pelas ruas de “poder comprar e vender qualquer coisa”. Localizado ao redor da Ribera de Curtidores, El Rastro forma quase um triângulo de quarteirão com as ruas Toledo, Embajadores e Ronda de Toledo.

Depois das compras, os madrilenos têm o costume de passar no bar para beber cerveja ou tomar uma taça de vinho, acompanhado por tapas (os nossos famosos petiscos). Essa tradição pode ser celebrada nas vias da Ribera de Curtidores ou ruas próximas.

El Rastro fica na Praça de Cascono e em ruas ao redor. O mercado é aberto aos domingos e feriados a partir das 9h até às 15h.

Um dos principais pontos da capital é a Plaza Mayor, o destaque dessa praça retangular se dá pela arquitetura, restaurantes e compras. É o típico passeio que todo turista deve conhecer, aproveitar o ambiente e adquirir produtos. “Aqui é o principal ponto de Madri, fiz minhas compras e visitei o centro histórico, mas estou planejando visitar melhor a cidade quando meus pais vierem para cá”, conta Débora Leite intercambista brasileira que mora em Vigo, cidade espanhola a 590 km da capital.

Um dos principais marcos de Madri: Plaza Mayor

MADRI À NOITE

Paseo de la Castellana à noite
Como toda grande metrópole, a capital espanhola reúne gente de todos os tipos para curtir a noitada. Nas áreas de Azca, junto a Torre Europa e Avenida Brasil estão as discotecas e bares, e nos boulevards de Paseo de la Castellana os terraços lotam na época do verão.

Já para os amantes de rock, o bairro Malasaña fica em torno da Plaza 2 de Maio e proporciona vários tipos de músicas ao vivo, mas principalmente do gênero rock. As pessoas têm o costume de dizer que quem frequenta essa área são os “nostálgicos”, já que Malasaña foi um dos principais pontos da vida noturna de Madri nos anos 80.

Os intercambistas também tem seu espaço nas noites madrilenas. A Rua Alonso Martínez possui diversos bares e terraços. Ao redor, fica a Plaza de Bilbao, com inúmeros pubs e discotecas. “As baladas daqui são bem diferentes do Brasil. Toca todo tipo de música, desde a latina até a mais lenta, e também não são nichos de baladas específicas, é todo mundo junto”, afirma Débora.

O bairro Chueca é o reduto dos homossexuais. Conhecido por ser um das áreas mais cosmopolitas da capital, Chueca é a casa da parada gay madrilena, que acontece todo ano, no dia 26 de junho.

Próximo das Ruas Toledo, Mayor, Segovia e Cava Baja encontra-se inúmeros restaurantes e bares de tapas, lugares agradáveis para beber e conversar.

A Rua Huertas é o lugar preferido dos turistas

Os turistas têm sua preferência também. A Rua Huertas fica próxima a Praça de Santa Ana e abriga o maior número de bares e discotecas de Madri, lugar preferido também dos estudantes estrangeiros.

Como todo lugar, a tribo dos alternativos sempre escolhe um lugar diversificado para se divertir, o bairro de Lavapiés é a área mais multiétnica da capital e os eventos acontecem na própria rua.

Já o local dos universitários são as baladas e bares, indo desde a Praça de Moncloa até as ruas Alberto Aguilles e Praça de Quevedo.

Já frenquentado por Dalí, Corral de la Morería é famoso
pelo seu flamenco
Agora se o esquema é curtir uma boa tradição espanhola, recomenda-se os bares de flamenco que estão espalhados pela cidade.

Caracterizado pela mistura de sentimento de angustia e dor no flamenco ‘cantado’, ritmos de felicidade e alegria nas sevilhanas e rumbas, fora a paixão e intensidade, a casa do flamenco é Madri, que também é eixo industrial desse estilo musical.

Por ser tão tradicional e requisitada, a apresentações de flamenco acontecem em tablados e em bares específicos do gênero, principalmente, no fim da tarde para entreter a refeição ou o happy hour.

O bar mais tradicional de tapas e flamenco é El Rincón de Jerez. Os clientes apreciam a comida típica e se entretêm com as apresentações do estilo musical. O bar está situado na área de Salamanca, na Rua Rufino Blanco, 5.

Já frequentado por Dalí e Picasso, o Corral de la Morería está na cidade desde 1956 e é famoso no mundo inteiro pelo flamenco. Situado na rua de mesmo nome, número 17.

O Café de Chinitas foi inaugurado nos anos 70 e tem seu próprio grupo de flamenco, se destaca também por apresentar a melhor da gastronomia nacional e internacional. O bar fica na Rua Torija, 7.

Fundado por três amigas, Las Carboneras – Praça del Conde de Miranda, 1 – encanta por dar um ar inovador para o cenário flamenco e é um ponto de encontro para reunir os amigos.

A cidade também oferece outras casas de flamenco como El Corral de la Pacheca (Rua Juan Ramón Jiménez, 26); Torres Bermejas e Arco de Chucilleros (Rua Mesonero Romanos, 11); Las Tablas (Plaza de España, 9) e Casa Patas (Rua Cañizares, 10).

É claro que Madri não é só isso, a cidade é a maior da Espanha. Com isso, esperamos que o primeiro passo para essa viagem tenha sido dado, aproveite e explore mais!

 Até a próxima quebra do porquinho!

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