Nada de
praia! O destino preferido dos brasileiros é São Paulo. Segundo uma pesquisa
realizada no mês de Abril com os usuários do site de viagens TripAdvisor, a cidade
que “não para” passou os cariocas e foi eleita a melhor para se viajar em 2014.
E nós, do Quebrando o Porquinho, vamos te ajudar a entender o porquê dessa
cidade ser tão procurada. E nada mais e nada menos do que começar pela Praça da Sé.
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| Vista da parte frontal da Catedral da Sé. |
Ainda na Praça encontramos o marco zero da cidade, um pequeno monumento que mostra em forma de mapa as distâncias das rodovias paulistas com destinos a outros estados e também a numeração das vias públicas.
Descendo a Rua
da Sé, vamos encontrar a raiz da cidade. O Pateo do Collegio foi fundado por
jesuítas, entre eles José de Anchieta – que vai virar santo – e padre
Manoel da Nóbrega. Hoje faz parte do centro histórico da cidade, com atividades
culturais que englobam museus, pinacoteca, objetos indígenas, maquete da cidade
no século XVI, pertences de Anchieta e etc.
“Além de
centro político, São Paulo é um pólo agregador de muitas culturas em função dos
processos de imigração; com a economia do café, ela pôde se destacar internacionalmente. Mas
além do capital, a
cidade oferece vários museus, templos religiosos, cada qual com seu credo e
história”, completa o professor e historiador Roger dos Santos.
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| 25 de Março ilustra o porquê é a "queridinha" da pechincha |
Continuando
a caminhada, encontramos o Mosteiro de São Bento – localizado na frente do
metrô de mesmo nome. O que chama atenção aqui são as missas com cantos
gregorianos (gênero de música produzido apenas com a voz, que pode ser
acompanhado pelo organum ou não) realizadas na igreja Basílica de Nossa Senhora
da Assunção. A lojinha também é famosa pelos pães caseiros; os preços são um
pouco salgados, mas valem por ser um produto fresco e feito pelos próprios monges,
que lá vivem enclausurados.
Para matar
a fome, vamos até o Mercado Municipal. Chamado carinhosamente de Mercadão, lá encontra-se
barracas de hortifrutigranjeiros, especiarias, refeições, lanches e é claro, o
famoso sanduíche de mortadela. O Mercadão fica aberto para o público de segunda
a sábado, das 5h às 16h, na Rua Cantareira, Centro histórico.
E para
encerrar a passagem pelo centro da cidade, uma das ruas mais famosas de São
Paulo: 25 de Março. Recheada de armarinhos, bijuterias e tranqueiras, a rua é
famosa por unir pessoas do Brasil inteiro que estão atrás de um único objetivo:
a de pechinchar e encher a sacola. Vale a pena a visita, pois os preços são em
conta e é uma mistura cultural muito grande. "Super recomendo! Apesar de sempre ter bastante gente, a variedade de produtos e o preço são ótimos", enfatiza a estudante Camila Sperche.
ZONA SUL
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| Um dos museus do Ibirapuera é a Oca. |
Um dos
lugares mais conhecidos do estado é o Parque Ibirapuera. O arquiteto Oscar Niemeyer está entre os
idealizadores, o que evidencia uma dinâmica arquitetônica misturada com cultura
e lazer. Reúne museus, pista de caminhada, ciclovia, quadras, planetário, entre
outros. “Eu gosto do parque porque tem gente bonita, é grande e diversificado.
Vou com meus amigos e é bom pra andar de skate”, afirma a estudante Nátaly
Oyakawa.
O
Ibirapuera está aberto diariamente, das 5h às 0h, ficando aberto 24h de sábado
para domingo. Localizado na Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n°, na Vila
Mariana. O site mostra os melhores meios de como chegar ao parque.
Já do outro
lado da zona sul está o Jardim Botânico. Integrado no Instituto de Botânica de
São Paulo, o Jardim possui 360 mil m² de Mata Atlântica e mais de 300 tipos de
árvores, é sinônimo para quem quer curtir a natureza e se afastar por algumas
horas da vida da cidade grande. O passeio vale pela vista e para conhecer
melhor o que o espaço oferece, como estufas, biblioteca especializada em botânica
e uma trilha suspensa – ela fica acima do nível do solo – que leva até a
nascente do rio Ipiranga.
Reportagem que a TV Uniesp fez sobre o Jardim Botânico
O Jardim
Botânico fica na Avenida Miguel Stéfano, 3031, Água Funda. Para chegar até lá é
necessário o uso de metrô – estação São Judas ou Saúde, linha azul – e do
ônibus.
Algumas
numerações depois, está o maior zoológico da América latina com mais de três
mil animais. O zoo de São Paulo reúne quase 830 m² de Mata Atlântica, abrigando
também as nascentes do rio Ipiranga. A diversão fica por conta dos mais novos
que se encantam com as girafas, leões e pinguins. "Gostei do espaço e dos animais, é muito interessante a diversidade de bichos que você pode encontrar lá", diz Giovanny Salata.
O zoo fica
aberto de segunda a domingo, das 9h às 17h, o guichê fecha às 16h30. A entrada
está R$19 para adultos e crianças maiores de 12 anos, a meia entrada fica por
conta de estudantes, professores de rede pública e idosos (a partir de 60
anos). Crianças de 7 a 12 anos pagam R$12 e deficientes e menores de 4 anos não
pagam.
Localizado
na Avenida Miguel Stéfano, 4241, Água Funda, perto do metrô Jabaquara. Mais
informações em www.zoologico.com.br
NA ARQUIBANCADA
Essa é para
os apaixonados por futebol. O Museu do Futebol foi inaugurado em 2008 e expõe
um acervo sobre a história desse esporte, contada por jogadores e jornalistas.
Regado a experiências visuais e sonoras, o museu está no “avesso” das
arquibancadas do estádio do Pacaembu ou, melhor dizendo, embaixo dela, durante
o percurso do museu, dá para observar isso.
Programa 'Cartãozinho Verde' visita o museu - TV Cultura
E o preço é
bem camarada! Às quintas-feiras a entrada é gratuita, mas de terça a domingo, o
valor do ingresso custa R$ 6 e a meia R$ 3. O museu funciona das 10h às 18h e
em dia de jogo não abre. A bilheteria e
a entrada ficam abertas até às 17h.
O
Museu do Futebol fica na Praça Charles Müller, s/n°, Estádio do Pacaembu, há
1,5 km do metrô das Clínicas, linha verde. Mais informações no site.
HIPSTER WAY
| MASP completa a beleza da Avenida Paulista |
Conhecida
por sua beleza de concreto e pelos frequentadores, a Avenida Paulista é um dos
marcos da capital paulistana. Ela não é apenas o coração financeiro da cidade,
há muita diversidade cultural nos seus 2.800 metros de calçada.
Além de
poder encontrar diversas lojas diferentes, shoppings e livrarias, a Paulista é
a casa do MASP (Museu de Arte de São Paulo) e também do parque Trianon, um
refúgio no meio de tantos carros e arranha-céus. “A Avenida Paulista é rica em
cultura, o que você menos espera você encontra por lá. Já fui abordada por um
grupo do movimento Hare Krishna quando sai de uma galeria.”, afirma a estudante
Carolina Araújo.
E quem
entra também nessa onda do “moderninho e descolado” é a Rua Augusta, conhecida
pelos barzinhos e baladas de agrado dos jovens, lá é uma forma de encontrar uma
São Paulo pluralizada, principalmente na Baixo Augusta. O que a torna mais
excêntrica é esse encontro do antigo centro com o bairro luxuoso do Jardins,
uma antítese bem presente no dia-a-dia do paulistano. “O que me admira muito é
a grande variedade cultural nos arredores da avenida. São vários estilos,
tribos e gostos que você encontra em um lugar só”, completa Carolina.
São Paulo
não é feita só dessas atrações, o que a torna querida por todos e escolha de
melhor destino para se viajar são as pessoas. São Paulo do café, do stress, dos
imigrantes e migrantes e claro, de todos nós.
Até a
próxima quebra do porquinho!



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